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Sinopse
- Carnaval 2008
longamente, e, com
o tempo, transformou isso em uma arte requintada e preciosa.
É anunciado o início do
mundo!
Os guardiões da essência
sagrada, liberam um magnífico odor sobre a terra obedecendo às
leis do criador, que, misturada aos odores vulcânicos, fazem surgir
de forma harmoniosa, uma verdadeira dança aromática.
Logo depois, o homem já se faz presente sobre a Terra e, circundado
por flores e pelos seus aromas, sente nascer em si a ânsia de captar
e aprisionar os perfumes da natureza.
A rosa, pela sua essência e beleza, é apreciada e cultivada desde
os tempos mais remotos para ilustrar a arte do perfume e expressar o mais belo
dos sentimentos humanos: o amor.
Mais tarde, o homem primitivo aprendeu a fazer o fogo e descobriu que certas
plantas desprendiam fragrâncias agradáveis quando eram queimadas.
Passaram, pois a oferecê-las aos deuses como forma de agradecimento,
então, graças ao progresso realizado mediante a utilização
do fogo, diversos povos da Antiguidade adquiriam a capacidade de tratar, como
extrair deles as oleosas essências perfumadas.
Nascido no Egito como oferenda para os deuses, o perfume era considerado o
néctar dos deuses e, com ele, a alma dos mortos podia ser tocada. Os
perfumes transpuseram os limites dos templos e das pirâmides e se transformaram
em um acessório apreciado pelos ricos mortais.
Considerado uma espécie de intermediário entre os homens e os
deuses, o perfume teve uma grande importância em diversas civilizações
da Antigüidade, exercendo uma enorme fascinação dos homens
a ponto de que cada divindade tivesse o seu perfume.
Os povos semitas que migraram para o Egito produziram uma literatura importante
contida, sobretudo, na Bíblia Sagrada reunindo um maravilhoso registro
sobre a relevância do perfume no Antigo Oriente.
A história do perfume remonta há três mil anos e as lendas
que envolvem sua criação vão mais longe ainda. Foi na Índia
e na Arábia que surgiram os primeiros mestres da perfumaria. Ali já havia
sido criada a água de colônia, obtida pela maceração
de pétalas de rosas.
Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres
dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene
e medicina.
As fragrâncias percorreram um longo e surpreendente caminho dos magos
da Antigüidade aos alquimistas da Idade Média.
Na Idade Média, os cruzados conseguiam no Oriente os óleos perfumados,
onde, mais tarde, os nobres e ricos de toda a Europa começariam a utilizá-lo
despertando uma grande fascinação.
O perfume é relacionado a diversas coisas do mundo, é um impulso
mágico do homem.
A perfumaria é uma arte alquímica, que dá total liberdade à imaginação.
Os aromas sensuais, juntamente às novas especiarias desconhecidas no
Ocidente, encheram as lojas dos mercadores das cidades marítimas. Mais
tarde o perfume ganha novos usos, como o terapêutico, por exemplo.
O esplendor da perfumaria florescia com a renascença. Foi então,
na Europa, que o perfume desenvolveu e se popularizou. Mesmo feito ainda de
forma artesanal, desempenhava sua forma social como parte dos luxos diários
e necessários de toda mulher, encantando com suas doces fragrâncias
e charmosos frascos, capazes de transformar os perfumes até os dias
de hoje, em verdadeiros objetos de desejo.
Foi nessa época que Paris se tornou uma referência mundial em
produção de fragrâncias e perfumes e fez com que os perfumes
franceses conquistassem o mundo.
Embora tenha emergido na França, junto com o século XVIII, a
indústria do perfume só chegou ao Brasil, junto com o século
XX. O hábito de perfumar-se, veio com a Corte Portuguesa que chegou
ao Brasil em 1808, fugindo dos exércitos de Napoleão. Coube a
ela a tarefa de revelar ao Brasil pequenos luxos acondicionados em belos frascos,
ao trazer em sua bagagem usos e costumes da metrópole.
Aos poucos uma personalidade inédita está se formando genuinamente
brasileira, com valores próprios fincados em fundas raízes. Tem
tudo para ser responsável pela próxima revolução
da perfumaria mundial.
E assim o perfume da Rosas de Ouro é um pouco do céu que desce à terra
e um pouco da terra que sobe ao céu.
...as pessoas podem fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza,
e podem tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas
não podem escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão
da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, ela não
podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que
vai o aroma, diretamente para o coração, distinguido lá,
categoricamente, entre atração e menosprezo, nojo e prazer,
amor e ódio.
Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.
“... Há o poder de comunicação ao perfume que é mais
forte de que palavras, de que olhar, sentimento e vontade”.
O poder de comunicação do aroma não pode ser descartado,
entra dentro de nós como o ar em nossos pulmões nos ocupa completamente,
não há antídoto contra ele.
Sair de casa sem borrifar a fragrância predileta, jamais!
ROSAESSÊNCIA
Não nos responsabilizamos pelos
efeitos que nossas fragrâncias podem causar.
Carnavalesco - Jorge Marcos Freitas
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