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História de Ramos de Azevedo
Em 1895,
Francisco de Paula Ramos de Azevedo
assume o comando da construção do Liceu. Angaria cem contos de réis,
verba aprovada pela
Assembléia Legislativa, e com ela
ganha uma área do
Parque da Luz.
O prédio
ficou sendo de propriedade do Liceu até 1921. Em 1930, a Pinacoteca
quase chegou a desaparecer, indo para a Rua 11 de Agosto, antiga sede do
“Diário Oficial”. O motivo era o Exército que havia interditado o museu
para usar suas instalações como quartel-general durante dois meses. Dois
anos depois, a Pinacoteca é novamente ocupada, desta vez, pelos
revolucionários de 1932. Em 25 de fevereiro de 1947, volta para a Luz
com reabertura solene feita pelo interventor José Carlos de Macedo
Soares. Em 1989, a
Faculdade de Belas Artes foi transferida para o
Morumbi, desocupando todo o
terceiro andar e deixando o prédio apenas para as obras de arte da
Pinacoteca. A partir
de 1993 até fevereiro de 1998, foi feita a reforma na Pinacoteca, com
gastos de aproximadamente R$ 10 milhões, segundo dados oficiais. O
projeto da reforma é de autoria de Paulo Mendes da Rocha, com o qual
ganhou o prêmio Mies van der Rohe de arquitetura em junho de 2000. A Carreira de Ramos em São Paulo Relação
de obras que tiveram a participação profissional de Ramos de Azevedo na
cidade de São Paulo: - Edifício do Tesouro Nacional - 1891 - Palácio do Governo - 1891 - Quartel da Luz (Batalhão Tobias de
Aguiar) - 1892 - Escola Normal - 1894 - Asilo de Alienados do Juqueri - 1895 - Escola Modelo da Luz (Escola
Prudente de Moraes) - 1895 - Secretaria de Polícia - 1896 - Tesouraria da Fazenda - 1896 - Secretaria da Agricultura - 1896 - Grupo Escolar do Brás - 1898 - Laboratórios Gerais da Escola
Politécnica - 1898 - Edifício do Liceu de Artes e Ofícios
(Pinacoteca do Estado) - 1900 - O portal e o necrotério do Cemitério
da Consolação (projeto de 1902) O escritório Ramos de Azevedo/Severo &
Villares Em 1907 Ramos deixou de
atuar como profissional liberal e abriu um escritório com um vasto
contingente de funcionários que se destacaram no cenário arquitetônico
do início do século XX, como por exemplo: Jorge Krug, Victor Dubugras,
Domiziano Rossi (que era praticamente o autor de todos os projetos da
firma), Felisberto Ranzini, etc. A partir daí Ramos não foi mais autor
exclusivo dos projetos, mas sim o coordenador de uma equipe que criava,
desenhava e construía obras. - Teatro Municipal de São Paulo - 1911 - Segunda Estação da Estrada de Ferro
Sorocabana - 1914 - Palácio das Indústrias (Prefeitura
Municipal de São Paulo) - 1917 - Grupo Escolar Rodrigues Alves - 1917 - Palácio da Justiça - 1922 - Mercado Municipal de São Paulo -
1933 Residências: Ramos de Azevedo foi o principal
responsável pela introdução do novo modo de morar da elite burguesa que
se estabelecia nas cidades. Muitas residências de importância foram
projetadas por Ramos, como por exemplo: - Casa das Rosas (1928) - Residência Ramos de Azevedo (1891) - Residência D. Olívia Guedes Penteado
(1895) - Residência Condessa de Parnaíba
(1891) - Residência Manoel Lopes de Oliveira
(1891) - Residência Alfredo Ellis (1891) - Residência Nicolau Mores Barros
(1911) - Residência Alexandre Siciliano
(1896)
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